5 de ago de 2014

O Homem da Barra Circular.


Hoje escrevi um post no FaceBook falando da experiência com uma bike vendida na edição de 2013 do Circuito Pedalar. edição de Brasília.

É uma bicicleta aro 20 com 6 marchas (1 x 6) e não tem estampado o fabricante. Na época a informação é que o fabricante era a Caloi. Muito simples. Me fez lembrar da minha primeira Monareta que ganhei quando completei 7 anos. Foi nela que aprendi a pedalar.

Bicicleta simples. Uma volta pela quadra (sem capacete - que feio...) enquanto me lembrava de alguns pedais longos que fiz e diversas trilhas. E não demorou muito para me lembrar do "Seu Zé da Barra Circular". As histórias a respeito dele são mais ou menos lenda urbana tipo "a loura do banheiro".

Neste caso, não tem lenda urbana. O cara existe mesmo. Eu mesmo já encontrei com ele (ou eles, sei lá) 3 vezes. A primeira vez foi na trilha Bontempo (Rebas), depois no Audax 200 e a última, no Desafio K450, lá na divisa de Minas com o Rio de Janeiro.

O que tem de excepcional este "Cara da Barra Circular"? Nada. 

Apenas que o cara, numa bicicleta Monark Barra Circular, pesando uns 20kg, de ferro, apenas a tração (sem marchas), coroa grande e catraca pequena, passa pelo Ciclista com sua Specialized 30 marchas, cumprimenta e vai embora. 

Tudo de forma muito normal, como se a bicicleta andasse sozinha. Enquanto isto, o ciclista com sua Top de linha e pensa: "Como pode alguém com uma Barra Circular me deixar prá trás desta forma?" 

E quando pensa em passar na frente do Seu Zé, ele já sumiu. Não se sabe se evaporou ou se acionou o turbo da sua Monark Barra Circular.

Me senti como o cara da Barra Circular. Mas não em velocidade, mas sacrifício. É difícil pedalar uma bicicleta de 6 marchas quanto está acostumado a câmbios de 20, 27 ou 30 marchas.


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