13 de jul de 2009

A gestão de pessoas do Dr. House.

O Dr. Gregory House, personagem protagonizado por Hugh Laurie no seriado House é uma pessoa bastante enigmática para não dizer estranho. Está mais para um Sherlock Holmes da medicina.

"É um infectologista e nefrologista que se destaca não só pela capacidade de elaborar excelentes diagnósticos diferenciais, como também pelo seu mau-humor, cepticismo e pelo seu distanciamento dos pacientes, comportamento anti-social (misantropia), já que ele considera completamente desnecessário interagir com eles" (wikipédia).

O Dr. House, como é chamado pelos colegas, chefia uma equipe de médicos especialistas que o auxiliam a desvendar os casos médicos mais complicados. São doenças inexplicáveis que os demais médicos não conseguem solucionar.  Atualmente o seriado está na quinta temporada, sendo exibido, no Brasil,  pela Universal.

Além da qualidade do seriado, o que chama a atenção é a forma como Dr. House coordena a sua equipe. É um chefe bastante exigente, que coloca a equipe para pensar na solução do problema.  Cada sugestão é analisada e questionada, onde cada um dos membros podem opinar.

A medicina ultrapassa os limites do hospital. Em algumas situações a equipe é orientada a visitar a residência do paciente a procura de evidências que possam solucionar o  problema. Um verdadeiro trabalho investigativo.

O que é importante em termos de gestão de pessoas:

a) mesmo com sua prepotência, o Dr. House ouve sua equipe. Qualquer sugestão, por mais absurda que possa parecer, é analisada pelo grupo.

b) a equipe é constantemente desafiada a encontrar a solução, não importando o limite desta procura.

c) mesmo  taxando-o de manipulador, a equipe gosta de trabalhar  com seu "chefe", mostrando-se motivada o tempo todo.

d) em vários episódios o Dr. House agiu como "ouvinte", ajudando na solução de problemas pessoais.  Sua estratégia é sempre de desafio, sem deixar de lado a atitude encorajadora nos assuntos pessoais ou profissionais.

e) as vitórias e derrotas são compartilhadas.

É lógico que o foco do seriado não é gestão de pessoas, o que não impede uma análise sobre este enfoque.

4 comentários:

andre disse...

Eu prefiro a aula de gestão de pessoas que o Michael do seriado The Office, exibido no canal FX, ministra todos os domingos à noite.

Um show de gestão.
rsrsrsrsrsrsrsrsrs

Raphael Tostes disse...

Bom, inicialmente uma opinião sobre a opinião... É claro que cada um dos telespectadores tem uma visão diferente ao assistir qualquer coisa... Do Tom & Jerry (Tem gente que odeia o maldito ratinho chato) à debates presidenciáveis (Francisco Tostes foi o jornalista responsável por manipular o fatídico e crucial debate entre Collor e Lula)... Mas a sua visão parece-me muito boa do ponto de vista gerencial... E gosto muito da frase que diz que "não existem más equipes, mas sim péssimos líderes..."... Ele faz o papel dele...??? A Equipe produz e cumpre a sua função...??? Então por mim ele pode ser antipático, mal humorado, etc, etc...

Mas, de pronto, preciso admitir que nunca assisti a este seriado... Sei lá o porquê...

Abraços Matosão, manda bem na escrita... Se posso eu sugerir: Alongue-se... Aprofunde-se... Estás indo muito bem... Mas abra focos, debates, demonstre mais as SUAS opiniões... É interessante conhecer as divergências...

Bruno Oliveira disse...

Antes de mais nada, Dr. House é o cara...

Sobre o post: House é um líder nato... SEm suas loucuras, pregações, sarcasmos, erros e prepotência, a equipe de residentes e demais não sentiriam-se desafiados, capazes, instigados e não lutariam pelo caso... Sua presença transforma o ritmo e a energia do episódio... O ;unico problema que vejo nesse tipo de liderança é que, as vezes, a equipe não faz todas as loucuras requisitadas apenas para salvar o paciente, mas também para tentar superar, questionar, derrubar Dr. House...

Roberto Cohen disse...

Puxa, você tá de sacanagem, né?

Uma das coisas mais importantes num líder é RESPEITAR os membros da equipe.
Nem de longe ele faz isso.

Manter a COESÃO do grupo? Hahahahaha, mais longe ainda.

A única coisa a elogiar aqui é sua capacidade intelectual de (tentar) identificar aspectos positivos no House.

abração,

EL Cohen

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